
A liberdade de expressão é um dos pilares fundamentais de qualquer sociedade democrática. Desde a sua concepção, ela tem sido defendida como um direito essencial para o florescimento das ideias, o debate público e a busca pela verdade.
John Stuart Mill, em sua obra “Sobre a Liberdade”, argumentava que mesmo as ideias mais impopulares ou equivocadas deveriam ser protegidas, pois apenas no confronto entre diferentes pontos de vista seria possível encontrar a verdade. Contudo, em tempos de discursos de ódio, fake news e polarização extrema, a liberdade de expressão enfrenta novos desafios: até onde ela pode ir sem ferir outros direitos fundamentais?
O advento da internet amplificou a voz dos indivíduos, permitindo que qualquer pessoa se tornasse um emissor de conteúdo. Por um lado, isso democratizou a comunicação; por outro, abriu espaço para a disseminação de informações falsas e discursos prejudiciais. O desafio é encontrar o equilíbrio entre garantir a liberdade e proteger a dignidade humana. Afinal, a liberdade de um indivíduo não pode servir de justificativa para violar os direitos de outro. Filósofos como Habermas defendem que o discurso deve ser regulado por princípios éticos, promovendo o respeito e a inclusão.
Em termos jurídicos, muitos países possuem legislações que buscam limitar abusos, como a proibição de incitação ao ódio ou a regulamentação contra a desinformação. No entanto, essas medidas enfrentam críticas quanto ao risco de censura. Como balancear a necessidade de evitar danos sem restringir excessivamente o debate público?
Refletimos: A liberdade de expressão deve ser um direito absoluto, ou precisamos estabelecer limites claros para protegê-la de si mesma?



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